SANTOS FRANCISCANOS
São Francisco de Assis













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ORACAO DE S. FRANCISCO DE ASSIS E DOS FRADES FRANCISCANOS AO ENTRAR NA IGREJA:

Ns vos adoramos, Santissimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas igrejas que estao no mundo inteiro, e vos bendizemos porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

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***SÃO FRANCISCO,UMA PROPOSTA DE VIDA PARA HOJE***

***Um jovem cheio sonhos***

Nascera em 1182, filho de Pedro de Bernardone, um dos mais ricos comerciantes de Assis. Por isso, havia sido criado e educado competindo com a vida dos nobres cavaleiros em sua juventude alegre e esbanjadora. Desde pequeno, for iniciado por seu pai nos afazeres do comércio. Passava, assim, do trabalho na loja às alegres aventura com os companheiros de Assis. Em seu coração tinha unia só ambição e um só grande sonho: tornar-se cavaleiro. O que não lhe fora dado por nascimento, se ria alcançado pela riqueza.
Participara, então, com todo seu entusiasmo juvenil e sua privilegiada condição econômica, na eclosão de liberdade da nova classe social do "povo" que se identificava com o município de Assis. Era muito jovem quando aconteceu o assalto à "Rocca", co a expulsão do duque de Espoleto e o saque aos palácios dos nobres (1 198), por outro lado certamente ajudou na construção do muro da cidade livre (1200) Porém, a primeira ocasião de estar ao lado dos cavaleiros foi na guerra entre Perusa e Assis (1202). Tinha vinte anos e era com entusiasmo que se via dentro d sua couraça de ferro, com a pequena cabeça coberta por um elmo. Mas, a aventura da guerra onde devia mostrar sua capacidade em manejar a espada como um intrépido cavaleiro, terminou mal. Em Collestrada, entre Perusa e Assis, os combatentes de Assis foram derrotados e feitos prisioneiros.
Na cadeia de Perusa (1203) o jovem Francisco mostrara-se forte de ânimo, mas não de corpo. Somente depois de quase um ano foi libertado por seu pai, mediante o pagamento de um resgate. Contudo, as conseqüências da prisão fizeram-se sentir pouco depois; com efeito, Francisco caiu vítima de longa enfermidade (1204). Uma nova expedição cavaleiresca, em 1205, também acabou mal, a tal ponto que largou tudo e voltou para casa.
No entanto, em sua alma, Deus abria espaço cada vez mais.
Peregrinando a Roma, fizera-se pobre entre os pobres, trocando as vestes e pedindo esmola.
Seguiu-se depois um intenso período de oração e de penitência, em lugares solitários, em busca da vontade de Deus, enquanto as tentações íntimas e os confrontos cada vez mais ásperos com o pai punham à prova seu espírito.

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Segundo a forma do Santo Evangelho

Depois de São Damião, Francisco restaurou outras capelas pobres do município de Assis: São Pedro, Santa Maria dos Anjos.
Foram anos duros (1206-1208), de uma exemplaridade única, durante os quais ele continuou avançando, no caminho do seguimento de Cristo. O Senhor, porém, indicou-lhe o caminho certo por meio de outra intervenção luminosa. Na manhã de 24 de fevereiro de 1208, enquanto participava da missa em Santa Maria dos Anjos, as palavras que o sacerdote lia encontraram no seu coração ressonância de um claro terna musical que, desde certo tempo, cantava dentro dele: "Quando forem pelo mundo, não levem nem ouro, nem prata, nem bolsas, nem vestes..."
A alegria no coração lhe indicava que esta era exatamente a vida que ele queria e devia levar e que o Senhor agora lhe revelava: a forma de vida segundo o Evangelho.
Francisco, seguindo as indicações do Evangelho, mudou o hábito de eremita, vestindo um saco em forma de cruz, unia áspera corda na cintura e os pés descalços; e assim começou a andar para anunciar a penitência.
Sua vida prosseguia, portanto, dirigida claramente pelo Senhor: "E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me indicou o que devia fazer", diz em seu Testamento, até que "o Senhor mesmo me revelou que devia viver segundo a forma do Santo Evangelho".
Em dois anos (1208-1209) Francisco vira crescer em suas mãos um grupo de homens decididos a viver o Evangelho como ele, na extrema pobreza, no trabalho, na caridade fraterna, na alegria, na oração, no serviço aos leprosos, anunciando a penitência nos castelos e nos países próximos. Porém, "ninguém lhe mostrava o que devia fazer".
Não lhe restava senão consultar o Evangelho. E cada vez vinham as palavras que sugeriam a opção pela pobreza e a humildade.
Com o passar do tempo e o crescimento do número dos frades, apresentou-se outra experiência: a necessidade da aprovação do Papa para o seu projeto de vida.
O Papa era Inocêncio III, figura de grande estatura moral e política. Ele se dobrou ante o "pequeno" Francisco, aceitando seu humilde pedido de viver o Evangelho. Este foi o início do duradouro abraço de Francisco com a igreja, numa fidelidade perene e absoluta (1210). A presença no Concilio Lateranense IV, em 1215, a concessão da indulgência da Porciúncula, em 1216, a eleição do cardeal protetor que fizera as vezes do Papa, em 1220, a aprovação definitiva da Regra, em 1223, foram intercâmbios de compromisso e de fé que corroboraram a fidelidade prometida: "sempre súditos e submissos aos pés da Santa Igreja" (Regra, cap. XII).

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Mensagem Cósmica do Pai Seráfico São Francisco de Assis

Ao buscar, descobrir, adorar e seguir a Cristo, Francisco não separa nunca do homem remido por Cristo, o mundo, a criação. A encarnação e a redenção não são para ele teologia sistemática, mas vida. E a vida de Cristo foi e continua sendo a vida do homem, com suas raízes na terra, no ar, na água, que vive da beleza, da luz, no mesmo ambiente em que Cristo viveu e anunciou a "Boa-Nova".
Com o "Cântico das Criaturas", Francisco abre e simplifica o homem, os espaços sagrados, os lugares de oração e de contemplação, o templo realizando com ternura, paixão e canto a "adoração em espírito e verdade" que Jesus desejou.
Com Francisco a criação revela-se adulta, é capaz de canto e oração, expressa gratidão e felicidade. Ele tem uma mensagem de reconciliação profundamente bíblica entre o homem e a criação. Lia a beleza do mundo como uma página da Bíblia. Celano escreve que "penetrava o segredo das criaturas". Em cada cordeiro via o Cordeiro de Deus, não suportava que fosse levado ao matadouro; também num verme vislumbrava o Cristo da cruz, como dissera o profeta.
Para Francisco o centro, a razão da criação era Cristo.
Era capaz de comunicar-se com todas as criaturas. Por isso, um seu biógrafo hindu, Anthony Elenjimittan, definiu-o como "o mais oriental dos santos ocidentais". Ele é amigo do mundo, do cosmos, ao contrário daqueles que envenenam a natureza, a "mãe terra" como a chamava. Prova disso é o fato de o Papa João Paulo II tê-lo declarado patrono da ecologia.

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O ninho da pobreza

Voltando de Roma os frades detiveram-se em Rivotorto, na planície de Assis. Passaram logo à Santa Maria dos Anjos. Antes de tornar este lugar o ponto de referência para seu contínuo andar, Francisco quis garantir a pobreza pedindo permissão ao abade do mosteiro de São Bento no monte Subásio para ali habitar.
Nesta pequena e despojada Igreja, na noite do Domingo de Ramos (28 de Março de 121 1), Francisco e seus irmãos receberam Clara, que fugira de sua nobre casa. Cortando-lhe os loiros cabelos, ele a consagra como virgem ao Senhor, fundando a segunda Ordem, a "Ordem das Damas Pobres". O ninho da pobreza das monjas foi São Damião.
ocasião de grande festa em Santa Maria dos Anjos foi o dia 2 de agosto de 1216, com a promulgação da indulgência do Perdão de Assis.

De Santa Maria, em 1217, partiram os frades para difundir, em todo o mundo então conhecido, o movimento franciscano de penitência.
A cada ano, todos voltavam para encontrar-se com Francisco por ocasião da festa de Pentecostes. Faziam isto para fortalecer seus corações no serviço ao Senhor. Depois, como pássaros migratórios, voltavam ao seu campo apostólico.
Também Francisco, em 1219, partiu em direção ao Oriente para anunciar Cristo aos infiéis. Com ânimo intrépido chegou até ao sultão Melek el Kamel, desarmando-o com seu amor.
Em Santa Maria dos Anjos, em 1220, ao saber do martírio de cinco frades em Marrocos, Francisco exclamou: "Agora posso dizer que temos cinco frades menores". No Pentecostes do ano de 1221, vinda para o
capítulo geral chamado das "Esteiras", em volta de Santa Maria dos Anjos, agitava-se uma multidão de frades: 3 mil irmãos de Francisco, 3 mil pobres de Cristo, 3 mil jograis de Deus. O pequeno grupo inicial tornara-se um exército. Francisco, que não podia conduzi-lo com a força do poder e da autoridade, renunciara a seu cargo de ministro geral para ser apenas um irmão entre os irmãos, dando o exemplo de fidelidade ao Evangelho e à Senhora Pobreza.
No mesmo ano, Francisco conseguiu do Papa Honório III a aprovação do "memorial do propósito de vida" para todos aqueles que, permanecendo no mundo, desejavam também conduzir uma vida de penitência vivendo o Evangelho. Assim brotou a Ordem Terceira. Hoje ela é conhecida como Ordem Franciscana Secular (O.F.S.).

É um homem que crê na esperança e por isso aposta sempre na vida. Cristo garantiu uma alegria "que ninguém poderá tirar" para quem crê e vive a fé. E Francisco sempre levou a sério esta garantia do Senhor.
Tomás de Celano escreve - "Francisco preocupava-se em conservar a alegria tanto interior como exteriormente".
Queria todos os seus frades contentes ou, ao menos, serenos.

Mensagem de Pobreza e Liberdade

A radical e intransigente pobreza é uma parte da revolução causada por Francisco. A minoridade foi a base de sua felicidade de nada possuir, nem dinheiro, nem poder, nem prestígio e ser, portanto, livre. Tornou-se um livre e total dom para todos os homens: leprosos, ladrões, papa.
A experiência da pobreza em Francisco é, antes de tudo, religiosa. Porém, torna-se o modelo mais ardente e sedutor de seu tempo e do nosso, uma revolução na renúncia por amor. "Quem possui muitos bens, disse um dia, precisa de armas para defendê-los e, assim, nascem as guerras".
Pobreza, humildade, minoridade convertem-se, portanto, para o santo, em sinal e projeto de paz. Disto brota sua saudação - Paz e Bem - que significava verdadeiramente uma inversão de situações e valores. O Bem nasce para todos somente da paz.

Ser "menores", últimos, pobres também na igreja, no vértice ou na base, no espírito e na letra do Vaticano 11, é a condição indispensável para ser acreditado, segundo a mensagem conciliar, "uma Igreja que está no mundo não para dominar mas para servir". O Concílio, os sínodos dos bispos, a nova catequese dão razão a Francisco.

"Francisco de Assis, uma proposta para hoje"
Tradução:
Frei Paulo Bettoni Oblak
OFM Conv.
















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Este cântico, amplamente conhecido hoje em dia, é certamente uma das obras mais estudadas de São Francisco, e não há nenhuma dúvida sobre sua autenticidade. Já há referências preciosas em 1Cel 80, em 2Cel 165, em Legenda Maior 8,6. No Espelho da Perfei-ção é interessante ler desde o n. 115 até o n.120, que dá o texto. Mas o melhor texto é o do Cod. 338 de Assis. Já no sec. XIV muitos pergaminhos davam o texto com-pleto, independente de outros escritos. O texto original é em italiano antigo. Damos aqui a versão latina, que aparece em manuscritos e que foi ajustada por Caetano Esser:


Cântico das Criaturas

Altíssimo, onipotente, bom Senhor, teus são o louvor, a glória, a honra e toda bênção (Ap 4,9.11).
Só a ti, Altíssimo, são devidos; E homem algum é digno de te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas (Tb 8,7), especialmente o senhor Frei Sol, que é dia e nos iluminas por ele.
E ele é belo e radiante com grande esplendor; de ti, Altíssimo, carrega a significação.

Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã Lua e as Estrelas (Sl 148,3), no céu as formaste claritas e preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor pelo Frei Vento, pelo ar, ou nublado ou sereno, e todo o tempo (Dn 3,64-65), pelo qual às tuas criaturas dás sustento. Louvado sejas, meu Senhor pela Irmã Água (Sl 148, 4-5), que é muito útil e humilde e preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo Frei Fogo (Dn 3, 63) pelo qual iluminas a noite (Sl 77,14), e ele é belo e alegre e vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã a mãe Terra (Dn 3,74), que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas (Sl 103,13-14).

Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam por teu amor ( Mt 6,12), e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as suportam em paz (Mt 5,10), que por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã a Morte corporal, da qual nenhum homem vivo pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecados mortais! Felizes os que ela achar conformes à vossa santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal! (Ap 2,11; 20,6)

Louvai e bendizei a meu Senhor (Dn 3,85), e dai-lhe graças, e servi-o com grande humildade.
















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TAU

Imagem adotada pôr São Francisco de Assis, atribui-se a certeza da salvação, sinal de esperança, símbolo de conversão permanente e despojamento (abandono dos bens materiais, fazer-se pobre).

O "T" é a última letra do alfabeto hebraico e a décima nona do alfabeto grego e tem forma de uma cruz.

São Francisco recebeu influências dos Antonianos e adotou o cruz utilizados pêlos mesmos.

Os Antonianos era uma comunidade religiosa, fundada em 1095, e dedicava seu tempo aos leprosos.

Nos hábitos dos Antonioanos existia pintada uma grande cruz.

Francisco manteve grandes relações com os Antonianos, pois além de trabalharem nos leprosários de Assis, trabalhavam também no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve pôr um período.